E.E. Clodoveu Barbosa

"Conflitos Humanos na Atualidade”

EE “CLODOVEU BARBOSA”

               Prof. Arte: Raquel Montini Zampolli

Prof. Língua Portuguesa:Elaine B. Leite

              Prof. Sala de Leitura:Neusa Karppor

Apresentação do Projeto:

Introdução:
O projeto Biblioarte conectando as disciplinas de Arte/ Língua Portuguesa é uma maneira de ligar à razão as emoções, sem esquecer conteúdos e requisitos exigidos no currículo. As normas e regras de gramática na produção de textos argumentativos na junção da linguagem artísticas da Assemblagem.
Autores e Executores: ALUNAS:

Amanda Helfstein
Juliane Papine
Maria Fernanda
Marília Crippa

Objetivos:

Elaborada num Painel Ideográfico, através de signos, resultados de pesquisas relacionadas a fatos antigos e atuais de violência humana, expôs a necessidade de consciência coletiva de respeito às “diferenças” e suas relações com os valores sociais e culturais de cada sociedade, abordando questões de gênero, sexualidade, liberdade individual e política.
Para que o desenvolvimento dessas habilidades e competências ocorra são necessárias atividades como pesquisa, conhecimento teórico, vivência, reflexão e ação.
Sendo assim, as competências e habilidades são desenvolvidas num trabalho interdisciplinar e contextualizadas, inerente com o professor, que precisa estar apto a desenvolver sua própria postura interdisciplinar e contextualizada.

Justificativa;

O Projeto Biblioarte ampliou as pesquisas sobre os fatos atuais globalizados vivenciados pelos jovens, despertando um olhar crítico enquanto protagonistas dos conflitos humanos, abordando assuntos e propondo intervenções humanitárias, a fim de minimizar situações problemas, ouvindo, refletindo, reconstituindo ideias tanto visuais como na produção do gênero argumentativo requisitado nos desafios dos vestibulares e ENEM.

O tema abordado foi o tráfico de órgãos, que é um assunto dificilmente abordado nas escolas e pela mídia, sendo assim, tornou-se nosso alvo para que todo esse silêncio fosse interrompido pela Arte.

“Ao traduzir o crime de tráfico de pessoas de uma forma mais precisa, descrevendo as condutas que, de fato, correspondem ao que acontece no mundo real, nós passamos a ter uma identificação mais precisa do que é tráfico de pessoas e doravante a gente pode ter dado inclusive mais preciso”, disse o diretor de Políticas de Justiça do Ministério da Justiça, Cláudio Peret.

Período de Execução:
[01/08/17 a 30/10/17]


Obras Utilizadas:
Musica: “Hey Joe” Rappa
Leitura e análise das obras: “O Três de Maio” de Goya – “Guernica“ e “Guerra na Coréia” de Pablo Picasso – “A execução do Imperador Maximiliano” de Eduard Manet.
Filme “Sombras de Goya”
Assunto direcionado:
filme:
Inhale (trafico de órgãos) 2010
https://www.youtube.com/watch?v=SEskuEzBlTE
Livro:
O que a Máfia não quer eu você saiba – Tráfico de Órgãos no Brasil – Paulo Airton Pavesi.


LINGUAGENS ARTÍSTICAS UTILIZADAS:

Artes visuais -  “Assemblagem”
(Assemblage ou assemblagem é um termo francês que foi trazido à arte por Jean Dubuffet em 1953. É usado para definir colagens com objetos e materiais tridimensionais).

AÇÕES, CONSTRUÇÃO E DESENVOLVIMENTO:

Língua Portuguesa – leitura e contextualização dos textos jornalísticos e obras acima citadas como argumentos transformados pelas vivências pessoais e comportamentais, a sua influência nas emoções correspondentes.
- Produção coletiva de um texto manifestando esta ideia.
- Trabalho com o gênero textual e desenvolvimento da oratória e suas características.
- Projeto com o registro das funções de cada grupo.
Arte – Audição da Música “Hey Joe”  Rappa - contextualização
Leitura e análise das obras:
 “O Três de Maio de Francisco de Goya” – “Guernica“ e “Guerra na Coréia” de Pablo Picasso –
 “A execução do Imperador Maximiliano” de Eduard Manet.
Filme - “Sombras de Goya” contextualização
Segunda etapa:
Pesquisa em grupo sobre diversas formas de violência humana
Debate em sala de aula
Orientações sobre o projeto (escrito) e a confecção do Painel Ideográfico com narrativa visual.
- Construção de textos dissertativos baseados nas pesquisas com ressignificações das vivências pessoais dos alunos. (Em anexo)


RECURSOS UTILIZADOS:

- Vídeo com o registro das apresentações.
- Foto do painel.
- Ideias, seleção de materiais, suportes e procedimentos no fazer artístico.
- Câmera, papéis diversos, objetos, pintura, desenhos, ilustrativos e fotografia.
- Sites na web.


Avaliação:
Os alunos trabalharam em grupo, desempenhando as funções propostas relacionando os fatos pesquisados, tanto no desenvolvimento oral, na produção escrita, nas artes visuais e na linguagem visual – Assemblagem.
 Eles dividiram o trabalho e funções desempenhadas com autonomia, na preparação do Painel Ideográfico, organizando de maneira satisfatória os trabalhos atendendo as habilidades sociais:
-agir em uma situação coletiva que envolva cooperação, valorizando a conduta colaborativa do outro.
- praticar o respeito mútuo
-agir em uma situação coletiva que envolva: cooperação, valorizando a conduta colaborativa do outro.
- praticar o respeito mútuo: colocar-se no lugar do outro considerando seus direitos e suas razoes.
- Administrar conflitos: É importante saber lidar com os conflitos do dia a dia na sociedade, esclarecer os fatos e conciliar as necessidades é sempre a melhor opção nesse momento, gerando confiança e afeição da equipe. 
Portanto, além dos aspectos cognitivos e conceituais, o trabalho envolveu habilidades importantes para o viver em sociedade.
REGISTROS:


Produção Textual

Trabalho interdisciplinar
Arte e Língua Portuguesa

Aluna: Maria Rosália Vieira
     Entre diversos conflitos acontecendo no mundo, o muro de destaque das  atrocidades humanas encontra-se lotado e como consequência, alguns passam desapercebidos pelos olhares da sociedade. Seguida como tráfico, a relação de combate é baixa e pouco procurada para discussão, muitas vezes, até censurados.
     No livro, “O que a máfia não quer que você saiba” de Paulo Airton Pavesi, sua descrição é bem clara denunciando a perda de seu filho por motivos de complicações na cirurgia do menino, tendo logo mais tarde o livro retirado das bancas, calando assim mais um caso.
     Normalmente, esta é a forma de ganhar quantidades altas de dinheiro facilmente, levando a exposição através da mídia  como motivo de piadas em redes sociais como: “Quais órgãos eu não preciso?”, “Vai me fazer muita falta um rim?”, mostrando o quanto a vida do ser humano está se desumanizando por valores materiais.
     Com toda a situação retratada no mundo, vemos que o reconhecimento e respeito ao próximo se tornou invisível diante do consumo e do dinheiro. Mesmo que exista uma lei, ainda assim, não é o suficiente para lutar em rivalidade. Sendo necessárias grandes mudanças em estratégias de investigações, reforços dos sindicatos e ONGs, oferecendo participações sérias e direcionadas, com alerta maior dentro de comunidades por órgãos governamentais, além de toda esta estrutura, uma mudança comportamental do homem valorizando mais a vida.
Aluna: Juliane Papini
     Embora soe um tema saturado, mencionado até demais, é na verdade, um mercado que só cresce, segundo a Organização Mundial da Saúde, segundo dados da ONS cerca de cinco por cento dos órgãos utilizados vieram do mercado negro.
     Como se vê é algo abafado, e que mesmo assim, todos nós sabemos que existe, mas um tema que preferimos evitar no dia a dia talvez por ser desagradável “tapamos nossos olhos” para o que acontece na nossa frente. A doação de órgãos, no entanto, oferece chances de vida sem que haja desrespeito aos direitos humanos. Existe uma grande diferença entre realizar um ato voluntariamente e ter seus direitos roubados de você.
     Na verdade, quando o problema não ocorre perto de você é fácil omitir o problema, mas quando ele atinge diretamente um de nós é que o caos se manifesta. Nosso povo não reconhece seus próprios direitos e isso é um grande empecilho para o progresso social. Como afinal você demanda direitos se nem ao menos os reconhece?
     Tráfico é um crime. Traficar quando se trata de um ser vivo é abominável, uma total falta de respeito com o ser vivo (não necessariamente o ser humano).
     Portanto, para combater este problema, é necessário ter a mínima noção do seu próprio direito, ter cuidado com sites ou informações maliciosas e  manter-se  atentos, mesmo numa situação que envolve a vida de quem amamos, pois numa sociedade doente como esta, qualquer um é suspeito.

Aluna: Amanda Helfstein Siqueira
Vidas ao relento
     Este tipo de crime há muito esquecido, ainda reverbera fervente nas entranhas da sociedade, o tráfico de órgãos, considerado um problema antiquado e fora de século está vitalmente presente nas obscenidades cometidas pelos seres humanos.
     O famoso e temido mercado negro acolhe essa prática ofertando tais órgãos clandestinos a preços absurdos. Essa atrocidade se inicia com um extenso processo de enganação, a existência de diversos casos de modelos- iniciantes em sua carreira- que foram iludidas com promessas falsas de uma receita infalível que te leva ao auge da fama, tornaram este quadro mais recorrente no universo do tráfico de órgãos. Atualmente, cautela não é suficiente.
     A alma desse problema se alimenta da pura desinformação ou descaso do povo, sendo  a solução desse impasse dar a devida atenção a ele, recordar a sociedade que ele existe e precisa ser contido, já que é uma prática medieval demais para o século XXI e precisa de um olhar fundamentado em programas governamentais, ser colocado em pauta para discussões e debates que desperte o social para Saúde Pública e que se criassem um esquema seguro para as filas de transplantes de órgãos, conscientizar os que usufruem de saúde privada o verdadeiro genocídio a integridade humana que é a realização do comércio da vida.

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