EE Dr. Coriolano Burgos - Indústria Cultural - O Consumo na Cultura de Massas.


INDÚSTRIA CULTURAL
 O CONSUMO NA CULTURA DE MASSAS

Prof. Filosofia: Rafael Camargo

Apresentação do Projeto:

Introdução:

O projeto “Indústria Cultural: O consumo na cultura de massas” nasceu da iniciativa de refletir acerca das relações de consumo e como afetam a vida humana, em todos seus âmbitos, concentrando-se em analisar como somos cercados pelo constante uso instrumentalizado da razão, especialmente ao pensar na produção cultural.
Sem uma análise detida aceita-se como expressão cultural qualquer forma de produção que se arrogue o status de “artística”.
Um caminho possível para levar a termo tal ação consiste em pensar o modo como são elaboradas as propagandas comerciais e o modo como, na sociedade de consumo, tudo se torna bem de consumo.

Todavia tal análise não pode ser realizada a esmo, ou seja, sem embasamento teórico, assim adotamos o pensamento desenvolvido pelos teóricos da Escola de Frankfurt, mormente, Adorno e Horkheimer, no texto “Dialética do Esclarecimento”. Tal obra foi, também assumida devido à múltiplas possibilidades de trabalho, inclusive multidisciplinar, envolvendo filosofia, sociologia, arte, história e linguagens.   

Objetivos:

·       Promover a reflexão acerca do consumo;
·       Criticar a sociedade de consumo e a cultura de massas;
·       Refletir sobre o uso instrumental da razão;
·       Tratar da objetificação humana a partir do uso instrumental da razão;
·       Aguçar o senso de fruição artístico dos estudantes.

Justificativa:

Ao observar a necessidade de promover a reflexão acerca da relação entre cultura, arte e sociedade de consumo, e tendo em consideração a própria essência do fazer filosófico, isto é, o metapensamento ou a reflexão profunda sobre a realidade que nos circunscreve. Diante de tal fato, resolvemos desenvolver projeto que envolvesse obra filosófica que, além de ser profunda análise da sociedade do pós-guerras, impacta diretamente a vivência dos estudantes, que nasceram imersos em uma sociedade que prima pelo ter e não ser.

A urgência de abordar temos não abarcados pelo Currículo Oficial do Estado de São Paulo, igualmente nos motivou a elaborar tal projeto, bem como por vislumbrar o caráter lúdico dos trabalhos que seriam elaborados pelos estudantes – constatando, posteriormente, que o mesmo se concretizou.

Período de Execução:

18/08/2017 a 22/09/2017

Obra Utilizada:

A obra escolhida pra desenvolver o projeto foi “Dialética do Esclarecimento” de Theodor Adorno e Max Horkheimer. Devido à profundidade e complexidade do texto, adotamos um capítulo em especial: “A indústria cultural como mistificação das massas”.
Tal leitura foi escolhida, justamente, por abordar questão sensível à noção de arte que os estudantes possuem em seu universo de certezas pré-reflexivas, ou seja, associar a cultura de massas à arte, apontando-as como sinônimos. Ao criticar tal concepção o texto provoca a reflexão e o estabelecimento de nova forma de compreender a cultura e arte a partir de horizonte não balizado tão somente pelo consumo.  

LINGUAGENS ARTÍSTICAS UTILIZADAS:

Para a realização das atividades acordamos que os trabalhos poderiam ser desenvolvidos por meio de múltiplas plataformas, digitais ou físicas –e.g.: cartazes, jingles, fotografias, flyers, pequenos vídeos, etc.
Majoritariamente, os estudantes elegeram os vídeos como forma de expor suas peças publicitárias, ainda que alguns tenham produzido protótipos dos produtos
hipotéticos a presentando os mesmos para outras salas e colegas.


AÇÕES, CONSTRUÇÃO E DESENVOLVIMENTO:

Em primeiro momento, trabalhamos com o texto em questão, durante as aulas de filosofia, levantando o conhecimento prévio sobre dos estudantes acerca do tema do projeto e dialogando, a partir de suas vivências, sobre a questão do consumo e seu impacto na produção cultural e artística.

Em segundo, apresentamos a proposta central do trabalho: os estudantes, divididos em grupos deveriam criar um produto fictício – foram instruídos a não desenvolver produto vetado à menores de 18 anos – e criar para o mesmo uma propaganda.

Conforme a afirmação do filósofo espanhol Ortega y Gasset, “Eu sou eu e minhas circunstâncias”, quis-se ao elaborar tais comerciais os alunos buscassem na realidade que os cerca elementos para a elaboração dos mesmos.
Assim, ao tirar as práticas da indústria cultural e da razão instrumental de seu contexto, isto é, do âmbito da cultura de massas e, analisá-las no interior da escola, ambiente reflexivo, portanto chegamos à conclusão do absurdo que se nos presenta cada dia a lógica do consumo desenfreado.

Nas datas de apresentação dos comerciais, elaboramos rodas de conversa para discutir e aprofundar as reflexões.


RECURSOS UTILIZADOS:

Os recursos se concentraram nos momentos de debate sobre o texto, nas aulas expositivas sobre o tema e nas rodas de conversa promovidas.
Quanto à elaboração dos trabalhos, as filmagens e elaboração dos protótipos ficaram sob responsabilidade dos estudantes.
Quanto à divulgação dos trabalhos, utilizamos os recursos de mídia da própria escola – Datashow, telas, sistema de sonorização e os espaços físicos adequados.

Avaliação:

Apresentação pública do projeto às salas envolvidas, sendo que tanto estudantes como o próprio docente julgaram qual conceito atribuir aos trabalhos, inclusive como uma simulação da lógica do consumo: no lugar de mercadorias, os trabalhos produzidos; no lugar do capital financeiro, o conceito expresso em nota.

REGISTROS:

Links dos vídeos no YouTube®:







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